O Sagrado Arco Real (Holy Royal Arch) não é meramente um "grau superior" ou uma ordem lateral na Maçonaria, mas sim a conclusão e a culminação da jornada iniciada na Loja Simbólica. Ele é frequentemente descrito pelos estudiosos maçônicos como a "raiz, o coração e a medula" da Instituição.
Para entender a importância do Arco Real, é preciso voltar à Inglaterra do século XVIII. A Maçonaria britânica estava dividida entre duas grandes potências rivais: os "Modernos" (a Primeira Grande Loja, fundada em 1717) e os "Antigos" (fundada em 1751, que defendiam práticas mais tradicionais).
A principal disputa teológica e ritualística entre eles envolvia o Arco Real. Os "Antigos" consideravam o Arco Real como o quarto grau essencial da Maçonaria, recusando-se a reconhecer um Mestre Maçom como plenamente exaltado se ele não tivesse passado por esta etapa. Laurence Dermott, o grande líder dos "Antigos", foi o principal defensor desta visão.
Já os "Modernos" inicialmente resistiram à ideia de um quarto grau, mas o simbolismo e o profundo significado espiritual do Arco Real eram tão poderosos que acabaram sendo adotados de forma não oficial por muitos de seus membros (inclusive com a exaltação do Grão-Mestre dos Modernos em 1766).
Em 1813, as duas Grandes Lojas finalmente se uniram, formando a Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE). Para firmar a paz, um compromisso histórico foi selado no Artigo II do Tratado de União: o Arco Real foi oficialmente declarado não como um grau separado, mas como a **conclusão indissociável do Grau de Mestre Maçom**.
A partir deste momento, ficou estabelecido o *landmark* de que a jornada do Mestre só está verdadeiramente completa após a sua Exaltação no Capítulo do Arco Real.
Enquanto a Maçonaria Simbólica (Graus 1 a 3) concentra-se em lições práticas, morais e éticas sobre a construção do Templo Interior, o Arco Real eleva o Maçom para o campo do misticismo, da espiritualidade e da redenção.
A Lenda do Arco Real baseia-se num período histórico distinto: não mais na construção do Templo de Salomão, mas sim no **retorno do povo judeu do exílio na Babilônia e na reconstrução do Segundo Templo** em Jerusalém sob a liderança de Zorobabel, Ageu e Josué.
Na Loja de Mestre, o Maçom aprende que a Palavra foi perdida. No Capítulo do Arco Real, durante as escavações para as fundações do Segundo Templo, são feitas descobertas magníficas nos escombros que levam à **recuperação da Palavra Perdida** e à revelação da Verdade Suprema.
O símbolo máximo da ordem é o **Tau Triplo**, que representa, entre outros significados místicos, a "Templum Hierosolymae" (Templo de Jerusalém).
O Sagrado Arco Real é a extensão e conclusão natural do grau de Mestre Maçom. Na maçonaria simbólica, o maçom aprende sobre a perda da palavra; no Arco Real, ele participa da sua redescoberta, completando sua jornada espiritual maçônica.
Podem ingressar no Arco Real todos os Mestres Maçons regulares (com no mínimo 4 semanas de exaltação em Loja Simbólica), de conduta ilibada, que estejam ativos em suas respectivas Lojas.
As sessões do nosso Capítulo ocorrem apenas 4 vezes ao ano, a cada três meses (Fevereiro, Maio, Agosto e Novembro). Dessa forma, a carga de compromissos não sobrecarrega a sua participação na Loja Simbólica.
Basta acessar a página de Peticionar, preencher os seus dados maçônicos e enviar o formulário. Nossa comissão de admissão entrará em contato com você via WhatsApp para fornecer todas as instruções para os próximos passos.